Enfim, com a mão pousada sobre a parte mais quente do seu corpo, perguntou ao jovem: "Oh querido amo, o que é isto?".
"É seu escrínio secreto", respondeu o carregador; "Oh! Não tem vergonha de falar desse modo?", repreendeu ela, batendo-lhe na nuca, suavemente para castiga-lo.
"Então é sua greta?", corrigiu-se ele.
Desta vez foi a vizinha que lhe aplicou um leve tapa e emitiu um grito de horror: "Oh! Como é feia esta palavra!"; "Já sei! É seu almofariz...", emendou o carregador.
A terceira martelou tão fortemente seu peito que o derrubou de costas. "Que indecência!", exclamou ela.
"Ah! É sua vespa", tentou mais uma vez. Mas a bela jovem nua voltou à carga, cumulando-o de tapas: "Oh, não, não!"; "Então é outra coisa: o abrigo compassivo... a cúpula aprazível... a espera do galinho..."; "Não, não e não!"
A cada resposta do carregador, uma das donzelas empenhava-se, por seu turno, em agredi-lo gritando: "Não, não é assim que se chama...".
E tanto lhe bateram que acabou por sentir as costas alquebradas, os olhos avermelhados e a nuca dolorida.Por fim, perdendo a paciência, perguntou: "Ó irmãzinha, qual é, pois o nome disto?";
"A planta aromática das pontes!"
(Extraído do livro: As Mil e Uma Noites).
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